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2012 - Livro Vermelho 2013

Eryngium urbanianum H.Wolff EN

Informações da avaliação de risco de extinção


Data: 01-06-2012

Criterio: B1ab(iii,v)

Avaliador: Pablo Viany Prieto

Revisor: Tainan Messina

Analista(s) de Dados: CNCFlora

Analista(s) SIG:

Especialista(s):


Justificativa

Eryngium urbanianum é uma espécie campestre com distribuição restrita ao Planalto Meridional. Sua EOO é de 1.215,84 km² e o número de situações de ameaça é inferior a cinco. Suspeita-se que E. urbanianum venha sofrendo declínio contínuo na extensão e qualidade do seu habitat, devido à expansão de atividades agropecuárias e silviculturais. Também é possível suspeitar que a degradação das áreas campestres em que ocorre esteja acarretando um declínio no número de indivíduos maduros da espécie.

Taxonomia atual

Atenção: as informações de taxonomia atuais podem ser diferentes das da data da avaliação.

Nome válido: Eryngium urbanianum H.Wolff;

Família: Apiaceae

Sinônimos:

  • > Eryngium reitzii ;

Mapa de ocorrência

- Ver metodologia

Informações sobre a espécie


Notas Taxonômicas

​Descrita em Bot. Jahrb. Syst. 40(3): 295. 1908.

Distribuição

Ocorre em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entre 1650 e 1860 m de altitude (Mathias et al., 1972).

Ecologia

Erva perene, típica de banhados e turfeiras nos campos do Planalto de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; fértil de dezembro a abril (Mathias et al., 1972).

Ameaças

1.1 Agriculture
Incidência national
Severidade high
Detalhes Atualmente os três Estados da Região Sul do Brasil produzem 60% do arroz no Brasil.

1 Habitat Loss/Degradation (human induced)
Severidade high
Detalhes A área total de Campos no sul do Brasil era 18 milhões de ha, ao passo que em 1996 a área estava em 13,7 milhões de ha (i.e. 23,7% da área total dessa região), sendo 10,5 milhões ha no Rio Grande do Sul (área total: 28,2 milhões ha), 1,8 milhão ha em Santa Catarina (área total: 9,6 milhões ha) e 1,4 milhão ha no Paraná (área total: 20 milhões ha). Um decréscimo de 25% da área total dos campos naturais ocorreu nos últimos 30 anos devido a uma forte expansão das atividades agrícolas. Houve um aumento significativo na produção de milho, soja e trigo, o que se deu às custas dos campos naturais, além da produção de arroz. Apenas 453 km² dos Campos Sulinos estão protegidos em Unidades de Conservação de proteção integral, o que equivale a menos de 0,5% da área total desta formação vegetal. A maior parte deste percentual está nos mosaicos de Campos e Floresta com Araucária, nos Parques Nacionais dos Aparados da Serra, da Serra Geral e de São Joaquim (norte do RS e SC) (Overbeck et al., 2009).

1.1.4 Livestock
Severidade very high
Detalhes A intensificação dos sistemas de produção pecuária tem levado ao aumento na área de pastagens cultivadas. Apesar da alta produtividade e potencial forrageiro de muitas espécies nativas, elas não são exploradas comercialmente e as pastagens cultivadas são produzidas principalmente com espécies exóticas. Outra forte ameaça é o sobrepastejo, que possui conseqüências negativas para a cobertura do solo, facilitando a degradação em regiões com condições de solos vulneráveis, acelerando o processo de erosão.

1.5 Invasive alien species (directly impacting habitat)
Severidade high
Detalhes O cultivo de árvores exóticas tem recebido muitos incentivos, tanto das indústrias privadas quanto do governo, para a produção de celulose principalmente. Particularmente nos campos do Planalto Sul-Brasileiro, áreas que antes eram utilizadas com a pecuária foram transformadas em plantações de Pinus sp. de grandes extensões, essas densas monoculturas não permitem o crescimento de plantas no sub-bosque, o que agrava significativamente os danos causados por esta atividade. Na região sul do Rio Grande do Sul também há a pressão exercida pelo plantio de Eucalyptus sp., também levando à perda de espécies campestres (Overbeck et al., 2009).

Ações de conservação

1.2.1.3 Sub-national level
Situação: on going
Observações: Presente na Lista de espécies da flora ameaçada de extinção do Rio Grande do Sul na categoria "Vulnerável" (VU) (CONSEMA-RS, 2002).

Referências

- M. E. MATHIAS; L. CONSTANCE; D. ARAUJO. Umbelliferae. 1972. 140-142 p.

- OVERBECK, G.E.; MÜLLER, S.C.; FIDELIS, A. ET AL. Os Campos Sulinos: um bioma negligenciado. In: PILLAR, V.P.; MÜLLER, S.C.; CASTILHOS, Z.M.S.; JACQUES, A.V.A. Campos Sulinos: conservação e uso sustentável da biodiversidade. p.26-41, 2009.

- CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE, RIO GRANDE DO SUL. Decreto estadual CONSEMA n. 42.099 de 31 de dezembro de 2002. Declara as espécies da flora nativa ameaçadas de extinção no estado do Rio Grande do Sul e da outras providências, Palácio Piratini, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 31 dez. 2002, 2002.

Como citar

CNCFlora. Eryngium urbanianum in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Eryngium urbanianum>. Acesso em .


Última edição por CNCFlora em 01/06/2012 - 21:21:20